EGITO-
O Egito é fruto do rio Nilo, berço de uma das
civilizações mais grandiosas da antigüidade, cujas referências históricas
remontam a 3200 a.C.
Aqui é outra história...Nenhum outro lugar deste planeta
exerce tamanho fascínio. Ao menos uma vez na vida, é preciso conhece-lo.
Vir ao Egito é, antes de tudo, percorrer a cada passo o vasto
território do exagero, do superlativo.
Lembre-se do adjetivo faraônico - que é sinônimo
disso - e prepare-se. Você ficará boquiaberto ao flanar pelo passado
de uma civilização que, realizou maravilhas, num tempo em que
outros povos ainda viviam numa época de lascar - a Idade da Pedra.
Erguiam templos suntuosos e até construíam uma represa.
Egito, república situada no Oriente Médio. Faz fronteira
ao norte com o mar Mediterrâneo, a leste com Israel e o mar Vermelho, ao sul
com o Sudão e a oeste com a Líbia. Sua capital é o Cairo.
CAIRO-
Cairo, capital do Egito e maior cidada da África.
O Cairo é conhecida como Misr, nome árabe do Egito, o que mostra a importância
que os egípcios dão a sua capital. Localizada perto do delta do rio Nilo,
no norte do Egito. Esse lugar, povoado há mais de 6 mil anos, tem se mantido
como capital desde as antigas civilizações egípcias.
O Cairo moderno situa-se em ambas as margens do Nilo. No centro da cidade,
encontram-se as instituições oficiais, universidades e o comércio. Em al-Jazirah,
localiza-se o luxuoso bairro residencial de Zamalek, o Teatro da Ópera fundado
em 1869 e vários grandes hotéis. Três pontes conectam a ilha com as duas margens
do rio; outras duas pontes adicionais a unem à ilha de al-Roda, ao sul;
e ao norte, encontra-se uma última ponte rodoviária e ferroviária, que
transporta cargas e pessoas pelo Nilo. O aeroporto fica a 24 km a noroeste.
As zonas industriais aumentam o congestionamento e limitam o crescimento do Cairo.
PASSEIOS IMPERDÍVEIS-
VALE DOS REIS, necrópole utilizada pelos faraós egípcios
do período do Império Novo (1570-1070 a.C.). Está situado na margem ocidental
do Nilo, em frente à atual cidade de Luxor. Nesse local foram encontradas 34
tumbas reais, começando com a de Seti I, que foi descoberta pelo explorador
italiano G.B. Belzoni. A maioria das tumbas foi escavada em rocha sólida e
inúmeros espaços com textos hieroglíficos. A última tumba descoberta (1922)
foi a de Tutankhamen.
PIRÂMIDES e ESFINGE DE GIZÉ - Situadas na margem ocidental do rio Nilo, nos arredores
do Cairo, as pirâmides de Gizé, no Egito, estão entre os monumentos mais
famosos do mundo. Os egípcios construíram as pirâmides entre os anos 2700 a.C.
e 1000 a.C. para serem usadas como túmulos dos reis. Erguidas sem o uso de
guindastes, roldanas ou guinchos, estas maciças estruturas permanecem como
testemunhas da impressionante capacidade dos antigos engenheiros egípcios.
As pirâmides dos faraós Quéops, Quéfrem e Miquerinos junto a Gizé demonstram
o poder dos soberanos egípcios depois da morte. A esfinge, próxima aos jazigos,
tem uma forma mitológica com corpo de leão e cabeça humana, simbolizando uma
divindade que seria a representação do faraó. A esfinge foi erigida antes
do ano 2500 a. C. e tem 20 m de altura e 73 m de comprimento.
MUSEU NACIONAL DO EGITO - Museu com sede na cidade do Cairo,
fundado em 1858, pelo arqueólogo francês Auguste Mariette, em Bulaq,
posteriormente transferido para Gizé, e finalmente de forma progressiva,
entre 1897 e 1902, para a sede atual. Possui a maior coleção de antigüidades
egípcias existente no mundo, mas, os tesouros ali encontrados não representam
mais que 1/3 de sua enorme coleção. Conta com centenas de imagens encontradas
em templos e tumbas que representam antigas divindades, como Ísis, Osíris,
Horus e Amon, e faraós, como Quéfren, Hatshepsut, Amenófis IV e Ramsés II.
Possui múmias pertencentes tanto ao Egito faraônico como à cultura greco-romana
que o sucedeu e, também, escritas cuneiformes, procedentes de Tell al-Amarna,
conhecidas como “cartas de Amarna”, gravadas em pequenas tabuletas de argila,
importante fonte de informação sobre os hititas. Talvez as peças mais famosas
do museu, consideradas de maior valor, sejam os 1.700 objetos encontrados na
tumba do faraó Tutankhamen, descoberta em 1922. O Museu Nacional do Egito
administra outros museus egípcios e controla as escavações que são realizadas
no país. O acervo é formado por mais de 120 mil peças, que têm de 5 mil
até 1.400 anos de história.
MERCADOS ELETRIZANTES - Interessante, você
transita pelo cotidiano terceiro-mundista do Egito, entra em cordial
contato no Cairo com a maior população de uma cidade árabe no planeta
- 16 milhões -, passeia por mercados eletrizantes,onde pode se encontrar
de tudo,de especiarias à pedras preciosas, tapetes, bebidas alcoólicas,tecidos,
replicas,etc.Ou então percorrer o mercado -o souk - Khan el-Kalili e praticar a nobre arte da
pechincha..Insistentes vendedores, que abusam do histrionismo na tentativa
de lhe passar cinzeiros-sarcófagos, esfinges de plástico, isqueiros-faraós,
camelos de lata e quejandos. Se você deixar de comprar, esses renitentes
comerciantes o seguirão, resolutos, na tentativa de lhe vender algo.
Pode ainda aproveitar e percorrer mesquitas de alabastro, degustar deliciosa
carne de carneiro e pratos típicos.
CIDADE DOS MORTOS - Antes de deixar o Cairo, haverá outros programas.
Entre eles, visitar a cidadela medieval, islâmica até o último fio
dos tapetes, ao menos para entrar na Mesquita de Alabastro. Ou, também,
embrenhar-se pela Cidade do Mortos, um cemitério com ricos túmulos muçulmanos,
que, primeiro, foi ocupado pelos muitos vivos - ou seja, marginais que se
escondiam da polícia - e agora abriga desvalidos. Próximos ao Cairo estão,
ainda, Saqqara, onde o faraó Djoser construiu a primeira pirâmide do Egito
(pouco mais de um século antes da de Quéops) e as poucas ruínas de Mênfis, a
primeira capital quando o reino foi unido.
ASSUÃ - Uma vez percorrida a região do Cairo, a maioria dos
visitantes segue de trem ou de avião para Assuã, no sul, vencendo mais
de 1000 quilômetros. Aqui, você fará como o deserto: também se
renderá ao Nilo. Em Assuã, que é a cidade mais meridional do Egito -
e já foi a mais meridional do Império Romano -, zarpam alguns dos
melhores cruzeiros pelo mitológico rio. Quase todos os visitantes
recorrem a esse transporte. A primeira vantagem: o cruzeiro facilita o roteiro
para as atrações históricas que, como tudo no Egito, estão às
margens do Nilo. A segunda: tratando-se de um passeio fluvial, o barco
quase não balança. Como você sabe, os cruzeiros marítimos podem enfastiar, quando
se prolonga o tempo sem terra à vista. No caso da navegação pelo
Nilo, esse risco é nulo. O tempo todo o passageiro vai enxergando o movimento
nas margens do rio.Poderá correr os olhos pelas plantações, camelos, tamareiras,
mesquitas do interior, pequenas cidades e populações ribeirinhas, vivendo
como nos confins da Idade Média. É o único passeio em que se vê um país inteiro.
ALTAR DOS SACRIFÍCIOS - Já nas imediações de Assuã,
você topará com a maior represa do mundo, iniciada no começo dos anos 60
quando o Egito era ainda mais surpreendente: junto com a Síria formava um
só país, a República Árabe Unida. Do açude de Assuã o navio zarpará rumo ao
templo de Kom Ombo. Embora tenha sido construído no derradeiro período do
poderio dos faraós, e já com nítidas influências gregas, Kom Ombo
impressiona por ser o único dedicado a uma dupla de deuses (Sobek e
Horus) e, em especial, por ainda manter as marcas de sangue no altar dos
sacrifícios.
TEMPLO DE EDFU - É o mais bem preservado do egito.
Tudo porque estava quase todo coberto pelas areias do Saara
quando o francês Auguste Mariette o encontrou, em 1860.
O Templo de Edfu, também em homenagem ao deus Horus - aquele
com cabeça de falcão -, é o segundo maior do Egito. Só perde para
Karnak. Uma de suas paredes tem inscrições menos sagradas: receitas
para fabricar perfume. Menos de dois séculos atrás, nada se sabia
sobre essas paredes. por incrível que pareça, quase nada, na
realidade, se sabia, em plena era industrial, sobre o antigo Egito.
TEMPLO DE RAMSÉS III - Ramsés III (reinou de 1198 a 1176 a.C.),
faraó egípcio da XX dinastia, grande líder militar que salvou o país de várias
invasões. As vitórias de Ramsés III estão representadas nas paredes de seu
templo mortuário em Madinat Habu, próximo à cidade de Luxor. O final de seu
reinado foi marcado por revoltas e intrigas palacianas.
TEMPLO DE KARNAC,LUXOR OU SALÃO DAS 134 COLUNAS -
O melhor da viagem, segundo muitos, começa agora, depois de sair do
templo de Ramsés III e atravessar o onipresente Nilo, você estará chegando
a Luxor, o nome que os invasores árabes deram à antiga cidade de Tebas.
O adjetivo faraônico foi guardado até agora para ela. Aqui, ele é empregado
devidamente, em especial diante do complexo arquitetônico de Karnak.
Não há nada igual. O faraônico Karnak reúne o descomedimento de oito
templos numa área de 60000 metros quadrados. Embora seu conjunto principal
tenha sido erguido em 200 anos, Karnak começou a ser construído dois milênios
antes de Cristo. Foi terminado quando Jesus nasceu. Possue dez fachadas
grandiosas e até um grande lago artificial. Um de seus salões conta
com 134 colunas imponentes. Algumas das ampliações mais importantes foram
feitas por Tutmósis III, que governou o Egito entre 1504 e 1450 a.C.
Os hieróglifos dos muros do templo relatam as façanhas militares deste
faraó na Ásia e na África, através das quais expandiu o grande Império
egípcio.
O TEMPLO DE LUXOR - situado na margem leste do rio Nilo,
foi iniciado no ano de 1200 a.C. e foi concluído durante as dinastias seguintes.
Esteve unido ao templo de Karnak por uma avenida de 3,5 km de extensão,
adornada com centenas de esfinges. Uma vez por ano, a imagem do deus Amon
era transportada por barco de Karnak a Luxor, como parte de um enorme festival.
Tinha dois obeliscos na frente, agora tem só um. O outro está na praça
da Concórdia, em Paris.Uma mesquita foi construída dentro do templo.
ainda assim, o Templo de Luxor, que fica diante de uma avenida de 365
esfinges - uma para cada dia do ano - também merece que se reserve a
ele o adjetivo de monumental.
MELHOR ÉPOCA PARA VIAJAR - A temporada turística vai
de novembro a fevereiro, quando o calor ameniza. A melhor época é de abril
a maio ou então de outubro a novembro, quando a temperatura já não é tão quente.
Em qualquer estação, chove pouquíssimo no Egito.